quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Primeiro trem de cargas vindo da China chega a Londres


Chegou hoje, 18/01, a Londres o primeiro serviço de trem de carga que saiu deYiwu, uma famosa cidade chinesa de mercado atacadista situada a 1.400 km de Pequim na província leste de Zhejiang.
O trem partiu no primeiro dia do ano e nesses 18 dias  percorreu mais de 12.000 quilômetros, para chegar ao Reino Unido. A viagem passou por Cazaquistão, Rússia, Belarus, Polônia, Alemanha, Bélgica e França até chegar a Londres.
O ex-primeiro-ministro britânico David Cameron provocou a preocupação de aliados ao colocar o Reino Unido como ponto de entrada no Ocidente para investimentos da China e propor transformar Londres no principal centro internacional para o iuan. Seria essa uma tentativa de serem criados laços financeiros com a China, e a proposta de Cameron é que Londres seja o principal centro de negociações com o mundo ocidental. A nova linha ferroviária insere-se no Plano de Desenvolvimento China-Europa, lançado em outubro, de forma a reimplantar a antiga Rota da Seda, por onde circulavam as riquezas entre a China e o Mediterrâneo.
A atual primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse que o relacionamento com a China continua "dourado", à medida que busca atrair bilhões de dólares em investimentos chineses no momento em que o país se prepara para deixar a União Europeia.
 Fonte: BBC

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Bahia tenta tirar ferrovia do papel


Com o apoio do Ministério dos Transportes, o governo da Bahia prepara uma nova proposta para tentar tirar do papel a concessão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do Porto Sul de Ilhéus, projetos que somam R$ 9 bilhões em investimentos, mas que hoje não têm uma data efetiva para entrarem em operação.
A previsão é de que, até meados de abril, estejam concluídas a modelagem financeira da concessão e a minuta do edital para que ferrovia e porto sejam concedidos como um único empreendimento à iniciativa privada. A expectativa é de que, em maio, as propostas sejam enviadas ao Tribunal de Contas da União (TCU), para aprovação dos projetos e realização do leilão. Não será fácil.
Desde março passado, os projetos da Fiol e do Porto Sul são analisados pela China Railway Engeneering Group (Creg), gigante asiática que tem comprado projetos logísticos na América do Sul. Uma carta de interesse foi assinada pelos chineses, o que na prática não significa nada, uma vez que os empreendimentos seriam oferecidos para qualquer interessado.
Para deixar os projetos mais atrativos, o estudo de viabilidade técnica e econômica vai estabelecer gatilhos de investimentos. A exemplo das concessões de rodovias, que passaram a prever obras de duplicação, a Fiol será dividida em partes e só avançará conforme metas estabelecidas no contrato.
Plano. O plano prevê que um trecho de 500 km entre Ilhéus, onde será construído o Porto Sul, e Caetité, na região mais central da Bahia, seja o primeiro a ser concluído. Uma segunda etapa, de outros 500 km, avançaria até Barreiras e, finalmente, em um terceiro momento, se ligaria à malha da Ferrovia Norte-Sul, em Figueirópolis (TO).
Na última semana, representantes do governo baiano estiveram em Brasília para tratar do assunto. A ferrovia, que hoje tem suas obras tocadas pela estatal federal Valec, enfrenta problemas crônicos de orçamento e paralisações, com quase quatro anos de atraso já acumulados. O custo saltou de R$ 4,2 bilhões para R$ 6,4 bilhões. O Porto Sul, que levou anos para atravessar um calvário ambiental, era uma das estrelas do falecido Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Até hoje só existe nos planos do governo baiano.
Eracy Lafuente, coordenador de políticas de infraestrutura da Casa Civil no governo da Bahia, pondera que a queda no preço do minério de ferro atrapalhou os planos dos dois projetos. A empresa Bamin, do Cazaquistão, tinha planos de explorar um grande projeto de minério de ferro em Caetité, que também não foi para frente. Por conta dessa frustração de investimentos, o Porto Sul, que previa a construção de dois grandes terminais – um público e outro privado – passará a ter apenas uma estrutura. Os investimentos, inicialmente calculados em mais de R$ 5,6 bilhões, hoje estão na faixa de R$ 2,5 bilhões.
 “Estamos na fase de discussão do modelo de negócio, com divisões de responsabilidades, investimentos e endividamentos. Esse modelo dará segurança aos investidores. Queremos construir o Porto Sul, além de conceder a Fiol”, diz Lafuente.
O governo já anunciou planos de fazer o mesmo tipo de concessão integrada com a Ferrovia Norte-Sul, que hoje tem um trecho de 855 km pronto, entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), mas que é subutilizado.
Outro projeto previsto para ser concedido é a “Ferrogrão”, que deve ligar a região de soja do Mato Grosso ao município de Itaituba, no Pará, onde um porto está em construção nas margens do rio Tapajós. A partir dali, a carga poderia sair pelo Norte do País, sem ter que acessar os portos da região Sul e Sudeste. Se concretizado, ajudaria a reduzir o gargalo logístico.
“Estamos discutindo o negócio, com divisões de responsabilidades, investimentos e endividamentos. Esse modelo vai dar segurança aos investidores.”
16/01/2017 - Estadão

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

CONVITE - Palestra Técnica



A AENFER promoverá no dia 27 de outubro, às 10 horas, em sua sede, palestra técnica com os convidados João Cardeano (representante da Tubular Track – África do Sul) e Rui de Souza Nabais –  MSc (COPPE) – Consultor e organizador do Manual Básico de Engenharia Ferroviária.
Os convidados apresentarão uma novidade no país, mas há muito usado em infraestruturas ferroviárias sem lastro (brita) e sem dormentes.
 
Tema da palestra: Tubular Track – Superestrutura Ferroviária em viga longitudinal, sem dormente e lastro

Endereço: Av. Presidente Vargas, 1.733 – 6º andar – Centro – Rio de Janeiro
Tel.: 21-2222-1404