terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Frente Parlamentar em prol do Transporte Metroferroviário aprova regimento e grupos de trabalho


Sob a coordenação do deputado João Caramez (PSDB), a Frente Parlamentar em Prol do Transporte Metroferroviário (FTRAM), em reunião realizada nesta quinta-feira, 2/2, discutiu temas prioritários de atuação, constituiu grupos de trabalho e aprovou seu regimento interno. A frente foi criada em 21/9 e conta com a participação de representantes de diversas entidades do setor, que apresentaram suas demandas e perspectivas de trabalho.
Entre as tarefas a serem desenvolvidas pela frente, destacou-se a defesa da adoção de uma política de transporte para o Estado de São Paulo que priorize transportes sustentáveis, como a ferrovia e a hidrovia.
Assunto que mereceu a atenção dos participantes da reunião foi a prorrogação antecipada de contratos de ferrovias prevista na Medida Provisória 752/2016, do governo federal. Entre as atuais concessões de ferrovias que poderiam se enquadrar na prorrogação dos contratos e ganhar mais 30 anos de operação está a da malha paulista da Rumo, empresa que se fundiu com a América Latina Logística (ALL) e cujo atual compromisso vence em 2028.
Para Caramez, caberá à frente produzir propostas que garantam os interesses de São Paulo na questão da prorrogação das concessões, assim como é necessário garantir o protagonismo do Estado nas políticas de transporte e escoamento de produção. Essa necessidade foi defendida por Jean Pejo, da Asociación Latinoamericana de Ferrocarriles (Alaf) no Brasil, para quem por falta desse protagonismo, temos em São Paulo apenas uma ferrovia de passagem, por onde são transportados produtos vindos de outros estados.

Debates
Críticas severas à prorrogação dos contratos também foram proferidas pelo representante da organização não-governamental Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (FerroFrente), José Manoel Ferreira Gonçalves. O também fundador do Movimento Tarifa Justa, que se coloca na defesa dos usuários do sistema de transporte público de trens, ônibus e metrô, afirmou que as concessões não podem continuar alimentando caixas partidários, tampouco beneficiando empresas concessionárias. Segundo ele, "São Paulo cresceu sobre trilhos, mas tudo isso foi jogado fora".
Com posição moderada, Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), considera bem-vinda a discussão sobre o incremento do uso do transporte ferroviário de carga no Estado, mas discorda das críticas à MP 752.
Além de representantes de empresas de logísticas e revistas especializadas, contribuíram com a discussão das diretrizes que regerão o trabalho da frente representantes da International Association of Public Transport (UITP), assim como do Instituto Idestra, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público filiada à Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), representado por Elcio Pasqualucci. Emiliano Stanislau Affonso Neto, da UITP, sugeriu o foco em poucas ações, que sejam efetivas, bem como o debate sobre a implementação de trens regionais no Estado para o transporte de passageiros.
Presente à reunião, o deputado Marco Vinholi (PSDB) acrescentou que é preciso incorporar os municípios e seus interesses no debate sobre o transporte ferroviário no Estado.
A Secretaria de Transportes e Logística foi representada por Milton Xavier, assessor para área de planejamento, que falou da importância de a frente ser o "olhar regional" nas questões do transporte ferroviário que estão afetas, em sua maioria, segundo ele, à União.
Para o coordenador da frente, "temos de mostrar para o Brasil que temos uma malha férrea importante".
Além da política estadual de transporte que incorpore o modo ferroviário, pelo regimento aprovado, a frente deverá identificar os gargalos que contribuem para a morosidade dos processos licitatórios e a paralisação de obras, de forma a promover maior eficiência e segurança jurídica.


Fonte: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
Publicada em:: 06/02/2017

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Chile ganha trem regional entre Santiago e Rancagua


O Chile ganhou um serviço de trem que liga duas regiões metropolitanas: Santiago a Rancagua, em cerca de 90 km distante uma da outra.
A Conoce a la Empresa de los Ferrocarriles del Estado – EFE, estatal chilena, informou que durante a fase inicial serão feitas até quatro partidas por dia, em cada sentido. Algumas serão expressas. Já a partir de 2 de maio, o serviço deve operar ao longo do dia, reduzindo o tempo de viagem de 1h30 min para 1h10 min.
“Os tempos de viagem entre os dois locais serão progressivamente reduzidos e, desta forma, aumentaremos o número de viagens realizadas para as pessoas que trabalham em uma cidade ou na outra”, disse o ministro dos Transportes e Telecomunicações, Andrés Gómez-Lobo.
O Governo Chileno investiu em troca dos trilhos, renovação de 10 estações e a introdução da emissão de cartões inteligentes. Além disso adquiriu uma nova frota produzida pela Alstom do modelo X’Trapolis.
Por hora os serviços são operados pelas novas composições e também pelas “Ufr Renfe 440″, que foram remodeladas. Sobre estas ultimas, qualquer semelhança não é mera coincidência com os trens da Linha 10-Turquesa da CPTM.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Justiça determina obra emergencial na estação Leopoldina, no Rio


Supervia terá 90 dias para intervenções; decisão prevê multa diária em caso de descumprimento.
A Supervia, responsável pela Estação Barão de Mauá — conhecida popularmente como Estação Leopoldina — no Centro do Rio, será obrigada a fazer obras emergenciais no local. O prazo máximo para as intervenções é de 90 dias. A decisão judicial foi publicada nesta segunda-feira (23) e, em caso de descumprimento, prevê multa diária de R$ 30 mil.
A multa pode chegar a até R$ 12 milhões, correspondente a 400 dias de atraso, o que, segundo a Justiça, "seria o cúmulo do absurdo, do desrespeito a uma decisão judicial e do pouco caso com a higidez de um imóvel de importância história e cultural para o cidadão fluminense".
O documento cita ainda a "degradação" do local e "visíveis rachaduras de alvenaria e infiltrações". Em outubro de 2015, a Justiça Federal do Rio chegou a proibir festas no local.
O MPF também argumentou que a realização de eventos de grande porte poderia agravar a situação do patrimônio público, que se encontra deteriorado, além de representar risco à segurança dos visitantes, já que faltam equipamentos para combate a incêndio e há rachaduras, infiltrações e até o perigo de desabamento da marquise metálica que cobre o acesso principal da construção.
Por G1 Rio